i am no one you know
acordas, não cedo, mas não muito tarde. falas para o seguro do carro. no escritório tratas rapidamente de dois assuntos chatos que não podiam ser evitados. combinas um almoço com uma amiga tua com quem não falas há anos. durante o almoço, os dois tacitamente evitam falar sobre o motivo pelo qual não falam há anos, e que, de facto, já nem sequer é bem claro. passam em revistas ao que têm feito e, alternadamente, a uma data de pessoas que conhecem. o tema da conversa é, repetidamente, o porquê de que x ou Y se zangaram. filosofam num tom ligeiro sobre o assunto. descobres que um casal que foi bastante teu amigo, cada um por si, é "infelicíssimo". regressas ao trabalho estranhamente abstraído. a meia da tarde recebes duas notícas no espaço de dois segundos, uma nota que estavas à espera (boa) e o montante do teu "bónus" anual (meh). descombinas uma ida ao cinema. passas uma grande parte da tarde a olhar para a janela com a porta da tua sala fechada. vais às compras, e tens um momento estranho à saído do corte inglés. jantas sushi enquanto vês La separation. continuando o boom de cinema françês, em seguida, vês o Rendez-Vous do André Techiné (descobres que "One of the trademarks of his filmography is the lyrical examination of human relations in a sensitive but unsentimental way.") tal como na música da Marisa Monte, pensas que andas "meio desligado". mérde.
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