quase exactamente seis meses após teres o carro vandalizado da pior maneira possível, chegas ao carro e descobres que durante a noite te partiram o vidro. não te levaram nada, o que parecendo que não torna tudo um bocado mais estúpido. vais a guiar para o trabalho com os vidros a chocalhar no lugar do morto. começa a chover. a reunião que supostamente iria demorar apenas 15 minutos arrasta-se durante uma hora e meia. tens 1 hora para escrever um artigo sobre um tema que não estudaste, e cujo dossier de 300 páginas pousa sobre a tua cadeira. Quando começas a escrever telefona-te o teu chefe por causa de um novo assunto. entretanto ele lembra-se de um assunto pendente que está resolvido mas não devidamente facturado. levas uma reprimenda. corres para a tua sala e tentas novamente falar para o seguro. quando consegues já é tarde para levar o carro à garagem. os planos das férias são alterados via e-mail de cinco em cinco minutos - cada vez que te entusiasmas por um destino, ou por um hotel, não há, está esgotado, não querem por ser muito caro. tens que deixar o carro na garagem do escritório e vais para casa de táxi. comes salmão grelhado, que faz muito bem mas não é propriamente um jantar entusiasmente, ao contrário do Roma, cujo número de mortes, pragas e torturas te deixa ligeiramente mais consolado.
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