Hope is the thing with Feathers
começa aqui. Numa sexta-feira de Outubro cheia de calor ou então, se calhar, na Segunda a seguir, com chuva, e uma série de folhas em cima dos vidros do carro. Em Setembro: descobre que estás a gastar dinheiro a mais; ainda assim, não contente, gastas dinheiro a mais, em Setembro. Compras livros e cds e dvds. Mandas vir o Nip / Tuck na Amazon e depois de ver a primeira série não te arrependes ("Tell me what you don't like about youself?"). Compras um livro sobre a história da Europa e encalhas na Grécia antiga. Não lês o suficiente para recuperar o teu investimento - ainda assim, lês quase 600 páginas do "I am Charlotte Simmons" do Tom Wolfe e encalhas quando a Charlotte regressa a casa no Natal, deprimida. Tens problemas de canalização. Falas com estranhos na Internet. Bebes e fumas e fazes exercício e admiras, no espelho, as veias salientes dos teus braços. Descobres músicas novas - ou músicas antigas que não ouvias há muito tempo ("Antigamente, tudo era bem mais chique"). Andas de patins enquanto o sol se pões ao som do "The Stuff that Dreams are made of" e do "You can't always get what you want". E concordas. Sais à noite repetidamente. E regressas a casa: contente; deprimido; irritado contigo próprio; bêbado. Or all of the above. On a Monday Night get a **** on a new kind of encounter - well, new for you. Reconhece que certos temas não te deixam à vontade para te exprimir em língua portuguesa. Reconhece também que "****" soa melhor que os equivalentes em português. Reconhece que independentemente da língua - haha - não significa grande coisa nem foi grande coisa. Lês outra vez o Archaic Torso of Appollo do Rilke - que descobriste há muitos anos num (no?) filme favorito - e concordas, em voz alta, "You must change your life". Cortas o cabelo.


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home